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domingo, 16 de janeiro de 2011

face of infinity

nos minutos que se passaram entre esperar o taxi, vir pra casa e, por sorte, receber minha dose de beat-vitamina, mil questões transitaram a minha cabeça. desde a vontade de não mais viver (sendo mais sutil) até a indignação graças ao fato de não podermos escolher diretamente quem será imbecilmente significante na tua vida (ou seria significantemente imbecil?) atravessando diretamente a falta de coragem de fazer qualquer coisa e perder tudo o que virá pela frente quando eu conseguir me livrar destes que nao valem a pena.
depois de ouvir a tal voz que me acalma (não via algo assim desde erik satie), a raiva grita e esperneia dentro do corpo calmo, que só repete: 'vai ter volta, fica tranquilo. um dia tu mostrarás que não é mais dependente de quem não te merece por perto.'
e então, sinto minha pele borbulhar, tremer, enquanto escuto meu jack de novo e penso: 'um dia passa', e, com um gole de vinho, entro nos meus quatro minutos de paz.

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