eu ia começar escrevendo como eu nao sentia isso ha tempos, sendo que na verdade essa é a primeira vez. esse sentimento de incapacidade, vulnerabilidade, de ser tão pouco perto de tanto, sabe? isso tudo sendo que ser vulnerável é tudo que eu lutei internamente pra não ser. eu deveria ser forte, autoconfiante, preza pacas haha mas nessa situação é impossível. pela primeira vez eu entendi porque me diziam que algumas ações marcam a gente pro resto da vida e causam arrependimento. acho que nesse momento eu daria tudo pra não ter feito tanta bobagem, não ter experimentado tanta coisa e continuar a guria madura e divertida ao mesmo tempo que eu era quando tinha 16 anos. aquele ano em que o maximo que eu faria era caminhar bebada na independencia com as minhas amigas e me sentir livre. acho que eu simplesmente quis ver até onde eu podia cavar o fundo do poço. só que só hoje eu vejo o quão fundo eu fui. e agora, não importa o quanto eu tenha deixado isso pra trás, as minhas experiências acabam por me assombrar, acabam por assombrar quem me rodeia. e, desse jeito, a insegurança e o medo de perder acabam ganhando do carinho e fazendo com que eu jogue contra eu mesma.
meu psiquiatra diz que isso é bom, que quer dizer que eu to apaixonadinha e coisa e tal. mas paixãozinha não devia ser algo leve e seguro? porque agora tudo o que eu sinto é um peso e uma incerteza. não sei onde me situo e muito menos onde e como vou estar daqui algum tempo.
quero me ter de novo, viver de novo. quero certeza dos outros, quero poder confiar em alguém que não tenha meu sangue. e agora, the golden question, a pergunta de ouro que eu faço aqui desde sempre: será que é pedir demais?




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