faz tempo que eu não apareço aqui. pior que nem é por querer.. muitas vezes penso em postar algo, como eu ja disse, escrevo milhoes de textos mentais, mas nunca chego a ponto de pegar o computador pra fazer isso. queria ter um gravador de pensamentos, porque perco muito de escrever coisas importantes que eu gostaria de reler.. não como esse último post - que, por sinal, ainda não tive coragem de ler. lembro que eu estava num "bad place" nesse dia.
desde então, muitas coisas aconteceram.. tantas que nem sei nem por onde começar - talvez dizendo que muitas delas aconteceram dentro da minha cabeça.
ainda não acredito como um amor, digo, uma paixão (segundo meu psiquiatra, não há/houve amor porque precisaria ser amor maduro) daquelas acaba assim. desde o dia final (hoje finalizando D5), é como se fosse tudo preto e branco. nada tem muita graça, tudo é meio vazio. acabaram todas as chances, todas as esperanças. finalmente enxerguei a verdade que eu tanto ignorei pra me proteger, mesmo que fazendo isso eu acabasse me torturando mais e mais. ainda parece um pesadelo.
apesar do que vou dizer a seguir, juro que na maior parte do tempo me sinto apática, simplesmente existindo - voltei a ter pensamentos de que não enxergo o objetivo de vivermos. trabalhamos, dormimos, acordamos, comemos.. pra que? eu sempre apostei minhas fichas no amor, mas agora nem consigo dar tanto crédito a ele. sei que isso parece depressivo, beirando o suicida, mas eu nunca teria coragem de parar esse ciclo de tortura - acho que talvez isso seja o tanto que eu preciso ficar me machucando uma e outra vez. voltei a ter crises ansiosas.. crises ao pensar em socializar, em sair com outras pessoas. voltei a ter a sensação de que não tolero ficar sozinha, mas tampouco consigo me sentir a vontade com qualquer interação social. é, eu sei que lendo isso parece depressão, mas talvez seja só luto. a pessoa por quem me apaixonei não existe mais, morreu. no lugar dela, uma pessoa totalmente sem sentimentos. isso que mudou tudo. agora, meu papel não é mais passar por um luto pelo fim de um relacionamento, mas sim por perder uma pessoa por completo.
quem sabe um dia volta, as pessoas me dizem. dizem que eu preciso dar espaço, que não tenho como prever o que vai acontecer. mas não quero mais esse tipo de pensamento. não quero viver pensando que o que estou fazendo agora é só um período entre ele. a gente vive tanto tempo pensando no futuro, que acaba que o presente é aquilo que eu disse: trabalhar, dormir, acordar, sempre planejando e projetando. eu não sei como vou aguentar a vida toda, eu não sei como vou me abrir de novo. eu só espero que o peito desafogue, que a cabeça fique mais leve e que minha alma volte a sorrir um pouco.




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