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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

faz umas semanas que eu acabo escrevendo mil textos mentalmente, criando mil discursos, mil cartas que acabam nunca sendo realmente falados ou escritos. Tudo girando em volta do fato de que, depois de anos, quando eu pensava que nem era capaz disso mais (e que muito menos precisava), de repente me vi me apaixonando de novo. E vamos combinar que qualquer um que já me viu assim sabe que eu não sei brincar disso. Quando acontece, eu me perco, eu quase enlouqueço (de uma forma menos pior que a minha habitual), eu quero tudo, quero sempre. E isso nem sempre é bom. Eu realmente pensei que seria diferente dessa vez, porque realmente parecia diferente. Parecia tranquilo, recíproco, simples. Mas nada nunca é simples, não é mesmo? Nesse momento, eu me encontro em um estado de total incerteza e vulnerabilidade. E isso me faz agir de uma forma que eu não gostaria, que não é eu. Fico passivoagressiva, forçando algo pra receber o resultado que eu quero, mesmo sabendo que ele nunca vem dessa forma. Ao mesmo tempo, eu fico com medo de desistir e perder tudo.. porque eu não quero perder. Eu quero ganhar, eu quero que a gente ganhe junto, só isso. Mas será que isso é possível? Será que toda a paciência do mundo vai me trazer isso? Ou será que eu tô só adiando o inevitável? Será que eu tô me iludindo pensando que ele gosta de mim mas precisa de tempo? Ou será que isso é verdade mesmo?
Hoje tudo em mim me diz pra pular fora. Meu instinto de autopreservação grita em mim, me mandando terminar esse ciclo (que ele, esse instinto, vê como mais um ciclo doentio na minha vida). Ele diz que em momento algum isso vai terminar bem. Mas, ouvindo isso, todo meu ser agoniza porque não quer aceitar que essa seja a realidade.
Então, no fim das contas, eu não sei o que eu faço, eu não sei como agir, eu não sei o que dizer. A única coisa que eu sei é o que eu quero.. que é ele, comigo, do jeito que a gente é quando tá junto. Eu quero aquele abraço, aquele carinho. Quero ele me olhando como ele costumava me olhar, como se eu fosse de outro mundo, feita inteira de diamantes. Quero poder acompanhar ele nesse futuro incrível que ele tem pela frente. Quero que isso tudo seja recíproco. Porque ele me faz feliz de uma forma que eu não era há muito, muito tempo. De uma forma que eu pensei que nunca mais seria. Só que, agora, eu só sinto dor e insegurança.
E agora de novo eu não sei como terminar isso, esse texto, esse desabafo, que me expõe tanto, mas pelo menos tá guardado aqui.
Eu só queria que, por um momento, die liebe realmente besiegt alles e que fosse suficiente. Só isso.

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